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As diferenças entre Brasil e Japão

No último dia 14, completou dois meses da tragédia que atingiu a Região Serrana do Rio de Janeiro. O cenário de destruição ainda é o mesmo. Bastou sair dos holofotes da imprensa que os lugares afetados caíssem no esquecimento. Sabe o que é o pior? O governo federal liberou R$ 30 milhões para reconstruir Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e até agora nada.

A pergunta que não quer calar: onde foi parar tanto dinheiro?
Uma denúncia de um ouvinte da Band News FM afirmou, nesta segunda-feira (14/03), que uma determinada prefeitura aproveitou-se do decreto de estado de calamidade pública onde, neste caso, não há licitação e comprou um caminhão por R$ 118, que na verdade custava R$ 108 mil.
Ele descobriu o fato, porque trabalha na concessionária onde o veículo foi vendido.

Pessoas que se dizem “sérias” se aproveitam da desgraça alheia com interesses escusos. Isso é um absurdo! Agora podemos entender para onde tem idos os recursos do povo que, na verdade, deveriam ter como destino a reconstrução dos municípios afetados.

Do outro lado do mundo, no Japão, a destruição provocada por vários terremotos e tsunamis já matou mais de 1.800 pessoas. Ainda há 2.361 desaparecidas. A questão é: com todo o cenário devastador na terra do Sol Nascente, o governo japonês já liberou bilhões para a reconstrução das áreas afetas. Tudo isso sem burocracia. Detalhe: em pouco tempo as autoridades japonesas darão um exemplo de superação, reconstruindo os pontos afetados em pouco tempo.

O mesmo não se pode dizer dos nossos governantes brasileiros. A Região Serrana, o Morro do Bumba estão até hoje... abandonados!

Jorge O'hara é Jornalista e Pós Graduado em Telejornalismo. Morador do Cosmorama desde agosto de 1983.

 

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